Com a minha voz clamei ao SENHOR, e ouviu-me desde o seu santo monte. Salmos 3:4

Perdoar faz bem ao coração

É comum ouvirmos que o perdão evita o aparecimento de doenças. Mas será que a crença tem respaldo científico? Uma pesquisa brasileira apresentada no 40º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo em 2019 apontou uma relação direta entre dificuldade de perdoar e a ocorrência de infarto agudo do miocárdio e outras doenças.

“O mundo ocidental se refere ao coração como o centro das emoções”, afirma a psicanalista Suzana Avezum, que tem 36 anos de carreira, autora da pesquisa, e que depois de ter visto, na prática, os benefícios do perdão para a saúde emocional partiu para a pesquisa. De 2016 a 2018, ela se debruçou no tema, durante seu Mestrado na Universidade Santo Amaro, focando no risco de as pessoas desenvolverem doenças cardiovasculares por guardarem mágoas, por não liberar perdão, e por experimentarem esfriamento na fé.

No estudo, 130 pacientes responderam a dois questionários elaborados pela Psicanalista - um para avaliar a disposição para o perdão e outro sobre espiritualidade e religiosidade - algo que, segundo Suzana, interfere na disposição para perdoar. “Encontrei mais ocorrência de enfarte entre aqueles que têm dificuldade do perdão”, afirma Suzana.

A pesquisa também avaliou os efeitos da espiritualidade. “Não foi avaliada nenhuma religião específica porque há pessoas que não acreditam em religião alguma, mas são mais espiritualizadas do que as que têm uma religiosidade rígida”. Porém, o estudo mostrou que, entre quem enfartou, 31% afirmaram ter tido perda significativa da fé. Entre aqueles que perseveram na fé e vivenciam uma espiritualidade sadia, o índice foi de 9% apenas.

O empresário Adailton José Gedra, de 59 anos, sofreu um enfarte e um AVC (Derrame) nos últimos 15 anos. Além do estresse do trabalho e de hábitos que favorecem o aparecimento de doenças cardiovasculares, ele associa o enfarte e o AVC às mágoas e à incapacidade de perdoar que carregou ao longo dos anos.

Há um ano e meio, a professora Luciana Saad, de 42 anos, chegou a apresentar taquicardia e descobriu no perdão e na espiritualidade uma forma de melhorar e de evitar um agravamento desse quadro. “Fiz um “tratamento” espiritual e aprendi a não guardar mágoa. Aprendi que não perdoar só fazia mal para mim mesma”.

Na verdade, penso que essa pesquisa não apresenta novidade, mas seu resultado é importante por referendar aquilo que a Bíblia Sagrada nos ensina em Lucas 6.27-28, nas palavras de Jesus Cristo, ao declarar: “Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam”.

Além disso, vale ressaltar o ensino do Apóstolo Paulo, em Colossenses 3.16-17, onde lemos: “[...] perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito”.

Diante dos ensinamentos da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, e dos resultados da pesquisa e podemos afirmar: “A essência do amor é o PERDÃO”. Perdoe, em nome de Jesus!