Com a minha voz clamei ao SENHOR, e ouviu-me desde o seu santo monte. Salmos 3:4

Deus é presente

Se alguém pedir para que você se lembre de um missionário marcante dos tempos bíblicos, um nome lhe virá à mente: Paulo. Ele passou por várias situações, incluindo cadeia, que acabaram auxiliando no progresso do Evangelho, Filipenses 1.12-14.

A vida de um missionário em campo é intensa. Situações inesperadas acontecem e, com elas, aprendemos e crescemos. Vive-se experiências que, se contadas sem a menção da mão poderosa do Senhor Deus que vai à frente, parecem ficção. Ludmila Gaspar, missionaria de Missões Mundiais, viveu algo, que para muitos, seria motivo suficiente para que seu coração perdesse as forças. Seu campo de atuação é no Norte da África, região de maioria islâmica. O muçulmano tem um papel fundamental em sua sociedade: a ele cabe o direito de ser bondoso com as pessoas das diversas esferas da sua vida. Na família, então, a situação é mais delicada – o bem do grupo familiar vem em primeiro lugar.

É neste cenário que a nossa missionária precisou da força do Deus que, por meio da vida dela, atuava na história do povo muçulmano. Era dezembro de 2005 quando os olhos de Ludmila viram um garoto de 14 anos ser atropelado pelo carro que ela dirigia e, logo em seguida, por um ônibus que vinha em alta velocidade. Não havia chance de evitar o acidente. O ônibus parou para sempre o tempo daquele adolescente.

Ser abraçada e consolada não significava muita coisa. Ludmila estava atribulada. Tudo parecia muito estranho. Tente imaginar: uma missionária, estrangeira, em uma região que preza pelo cuidado com o outro de maneira religiosa, vê-se num acidente que tira a vida de um garoto, parte de uma família, um valor sagrado. O que era aquilo? Uma batalha espiritual? Um propósito de Deus? Um acidente comum? Qual era o sentido daquela situação naquele momento?

Muita coisa se passou pela mente e pelo coração da missionária e, talvez, você pense que o final desta história é o mais óbvio possível: “Ludmila deve ter voltado para o Brasil e seguido com a sua vida.” Mas não. Para os filhos de Deus, o óbvio está em saber que o nosso Pai estava lá. Porque ele, realmente, estava.

Após três dias em seu quarto, com o resto em terra, chorando, orando e louvando, sem entender muita coisa nos primeiros momentos, Ludmila sabia que desistir não seria uma opção. Ela deveria permanecer perto de Jesus, no local para o qual foi vocacionada, e mostrar, por meio da sua vida, de suas decisões, de seu testemunho àquela nação, o poder do Evangelho. Isto fez com que a família enlutada, tão machucada pelo acidente ocorrido, não se enfurecesse com a nossa missionária. Pelo contrário! Os familiares diziam: “Não chore!”. Deus transformou uma situação de tensão em caminho para que o amor de cristo fosse vivido, levando sua salvação não somente àquela família, mas a muitos outros que, com a perseverança e a coragem entregues por Deus à Ludmila, puderem ouvir do Evangelho.

Nossa missionária não desacreditou do que um dia disse ao Deus que vocaciona. O “sim” era a sua resposta definitiva ao coração de Deus. Ela não desistiu e tudo o que viveu naqueles dias que, para muitos, são inexplicáveis, fez-lhe presenciar uma vitória em meio à dor: Ludmila viu a família enlutada reconhecer publicamente que Deus estava presente.

 Da decisão de permanecer no campo, sustentada por Deus, frutos surgiram, como por exemplo, a escola liderada por ela, que cresce cada vez mais. Os alunos são cuidados, amparados e alimentados física e espiritualmente. Os professores entenderam que ensinar também é um chamado  de Deus; os pedreiros decidiram seguir a Jesus; pais de alunos compreenderam ser a Igreja uma comunidade que preza pelo cuidado de famílias.

Não importa onde você está e, se você está sofrendo prisões de todos os tipos. Ainda há uma tarefa para cumprir. Se já a começou, não desista. Se desistiu, ainda há tempo de retornar. Se não começou, a hora é chegada. O poder do Espírito Santo faz com que você dê este passo. Caminhe com Deus. Testemunhe pelo poder do Espírito.

Missões Mundiais - Caderno do Pastor

Priorizando a EBD

O mês de abril é o mês da Escola Bíblica Dominical, por isso você realizamos estudos especiais que enfatizaram a relevância da leitura bíblica e do estudo das Escrituras para a vida cristã e sobre a importância da EBD.

Há pelo menos 50 anos a Bíblia é o livro mais vendido no mundo. Segundo a Wycliffe Glubal Alliance, uma organização que trabalha na distribuição e tradução da Bíblia em diversos idiomas, pelo menos 4,9 bilhões de pessoas no mundo tem uma Bíblia disponível em sua língua. Outra fonte, Wikipédia, revela um número ainda maior e acrescenta: “É o livro mais vendido de todos os tempos com mais de 6 bilhões de cópias em todo o mundo, uma quantidade 7 vezes maior que o número de cópias do 2° colocado da Lista dos 21 Livros Mais Vendidos que é “O Livro Vermelho”. A Bíblia é divinamente inspirada. É a Palavra de Deus inerrante, infalível, clara, necessária e suficiente para a salvação, e sua importância é imensurável.

Por ser a Palavra de Deus, para qualquer cristão, o estudo da Bíblia é indispensável. Por isso a necessidade de enfatizar a importância de sua leitura e da EBD como instrumento facilitador de seu estudo, bem como valorizar os professores e agregar alunos. Hoje, com a colaboração dos equipamentos de multimídia, o estudo da Bíblia ficou ainda mais facilitado. São livros da Bíblia em áudio, trechos da Bíblia em formato de filme, Bíblia online, aplicativos da Bíblia para celular, Iphone, Ipad, entre outros.  Formas e formatos que até ajudam a estudar a Bíblia sozinho, mas nada comparado ao estudo em conjunto, na Escola Bíblica Dominical.  

Os resultados positivos do estudo bíblico na EBD são vistos na trajetória de vida dos membros da Igreja que dela participam, mas há alguns anos os batistas tem discutido o por quê da diminuição do número de alunos da EBD, bem como sobre um meio sociocultural e pedagógico para atrair e manter os membros das igrejas presentes na Escola Bíblica Dominical, sem, contudo, optar por metodologias antibíblicas ou politicamente corretas aos olhos da sociedade.

Devido as diferentes realidades vividas pelas igrejas batistas, essa discussão parece não ter fim. Entretanto, no meio de tantos pensamentos, estratégias diferentes para valorizar a EBD têm surgido, cada uma segundo a realidade de cada região, idade, situação social. Porém, o que os batistas brasileiros não podem deixar de priorizar é o estudo da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, seja nas classes da EBD, em Pequenos Grupos ou nos lares. O mais importante é estudar a Bíblia.

“Confio em Deus, cuja palavra louvo, no Senhor, cuja palavra louvo, em Deus eu confio, e não temerei.” (Salmo 56.10-11).

Pr. Fernando Fernandes

(Adaptação do Editorial de O Jornal Batista de 07/04/2013)